Poucos nomes da política alagoana concentram hoje tantas expectativas quanto o prefeito de Maceió, JHC. Sua eventual candidatura ao governo do Estado mobiliza aliados, adversários, profissionais de campanha e até quem opera nos bastidores do poder. Cada grupo, por razões distintas, torce para que ele entre na disputa.

O paradoxo é que, entre todos, JHC é o único que realmente tem muito a perder – ou melhor, o único que teria a perder com sua própria candidatura.

Entre os aliados, a torcida é quase uma necessidade política. Para quem pretende disputar cargos majoritários, especialmente o Senado, JHC virou o palanque mais valioso da oposição. É nesse grupo que se enquadram Alfredo Gaspar de Mendonça, Davi Davino Filho e Arthur Lira. Todos trabalham, em graus diferentes, com a hipótese de uma chapa em que JHC encabece o projeto ao governo, dando musculatura eleitoral às candidaturas ao Senado.

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