Scottie Pippen está furioso com Michael Jordan após documentário, diz jornalista

David Kaplan, da ESPN, afirma que ex-ala não teria ficado satisfeito com a forma que foi retratado na produção. Jogador foi chamado de egoísta por antigo astro dos Bulls

Ao que parece, Horace Grant não é o único insatisfeito com o documentário “The Last Dance”, sobre a trajetória da dinastia do Chicago Bulls na NBA nos anos 1990. Ainda que não tenha se pronunciado publicamente, Scottie Pippen, fiel escudeiro de Michael Jordan naquele time, também teria se irritado com algumas declarações do astro na produção. As informações foram divulgadas pelo jornalista David Kaplan, da ESPN, durante seu programa de rádio.

– Ele está tão bravo com Michael e como ele foi retratado, chamado de egoísta, disso, daquilo, que ele está furioso por ter participado e não ter percebido no que estava se metendo – afirmou o jornalista.

O silêncio de Pippen sobre o documentário vinha sendo alvo de questionamentos desde que os primeiros episódios foram lançados. Muitos já especulavam que o ex-ala não havia ficado satisfeito com a imagem que Jordan o havia retratado, assim como outros ex-companheiros, na produção.

Logo nos primeiros episódios, em uma entrevista atual, Jordan disse reprovar a briga de Pippen por um melhor salário nos Bulls – apesar de ser um dos astros na franquia, tinha apenas o 122° salário na NBA. Por conta disso, Michael Jordan disse que o ex-companheiro havia sido egoísta em meio à disputa das finais da Conferência Leste de 1990, contra o Detroit Pistons.

Michael Jordan e Scottie Pippen juntos nos Bulls — Foto: Kent Smith/NBAE via Getty Images

O documentário também aborda outro momento controverso de Pippen durante seu período em Chicago. Após os três primeiros títulos dos Bulls na NBA, Michael Jordan decretou a sua primeira aposentadoria e foi jogar beisebol. Quem assumiu o protagonismo da franquia foi Pippen. Com a bola mais tempo na mão, o ala teve os melhores números da sua carreira na liga no período entre o fim da temporada de 1993/94 e o meio da temporada de 94/95 e foi eleito o MVP do All-Star Game. Mas também se envolveu em uma polêmica nos playoffs de 94, quando se recusou a voltar para um jogo da semi do Leste ao ser preterido pelo técnico Phil Jackson, que escolhera o croata Tony Kukoc para dar o arremesso final.

A explicação para a remuneração abaixo da merecida foi que, em 1991, ano do primeiro título da NBA dos Bulls, Pippen, então com 25 anos e em sua quinta temporada no time, assinou uma extensão de contrato de US$ 18 milhões distribuídos em sete anos, o que rendia em salários US$ 2.7 por temporada. Um valor que se mostrou ao longo das temporadas uma gigantesca barganha para o Chicago.

No período do contrato, o ala ganhou seis títulos da NBA (1991 a 1993 e 1996 a 1998). Porém, a despeito do ótimo desempenho individual, Pippen quase foi negociado pelos Bulls em uma troca com Shawn Kemp, então um All-Star do Seattle SuperSonics. Mas a ideia do gerente Jerry Krause não se consolidou, e Scottie seguiu em Chicago.

Recuperado e importante para o time, Pippen foi fundamental na conquista do sexto título do Bulls. E, logo após, na metade de 1998, desgostoso com a desvalorização, ele acabou sendo negociado com o Houston Rockets. O contrato com a franquia texana lhe renderia U$ 67 milhões por cinco anos, o montante de US$ 11 milhões por temporada – o anterior era de US$ 2.5 milhões por temporada -, além de um adicional de US$ 22 milhões pela transferência. Assim, Pippen passou de 122° a 10° jogador mais bem pago da NBA, de acordo com o site especializado em salários da liga HoopsHype.

Após apenas um campeonato pelos Rockets, Scottie viu os seus ganhos aumentarem ainda mais e passou a ser top 5 no ranking de rendimentos da liga. Ele assinou um contrato de US$ 66,3 milhões para defender por quatro temporadas o Portland Trail Blazers. Depois de cumprir o período, Pippen voltou para o Chicago Bulls para encerrar a carreira. E, aos 39 anos, recebeu US$ 10,3 milhões para jogar duas temporadas (2003/04 e 2004/05).

Portal GloboEsporte

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