Presidente do CSA opina sobre futuro do Alagoano 2020: “Por mim, deve ser anulado”

Rafael Tenório comenta também decisão de outros clubes de suspender contratos dos profissionais

A indefinição da sequência do calendário do futebol brasileiro divide opiniões. Por um lado, há quem queira que os estaduais retornem; por outro, há quem defenda o término dos campeonatos para não comprometer o segundo semestre da temporada.

Presidente do CSA, Rafael Tenório falou com o GloboEsporte.com nesta quarta-feira e deu sua opinião sobre o assunto.

– Eu acho que o problema maior não estará no Campeonato Brasileiro. Na minha ótica, os estaduais devem ser anulados, até porque não haverá datas para isso [continuação] e, a depender da situação, ou você anula o estadual e cuida do Brasileiro, porque ele começaria no dia três de maio, ou vai para o estadual até concluí-lo. Eu acho mais natural que sejam anulados os estaduais, até para salvar o segundo semestre do futebol brasileiro.

Diante da incógnita, o dirigente disse que é preciso prudência por parte da Confederação Brasileira de Futebol, federações e clubes.

– Agora, fica muito difícil a gente ter uma real posição da situação. É um momento difícil, uma incógnita, eu tenho recebido ligação de vários presidentes de clubes, pedindo também a minha opinião, e o que eu posso dizer é que temos que esperar a decisão dos governos e da CBF. Não será nenhuma decisão individual, tem que se coletiva, nacional. Eu acredito que as consequências são muito graves e será preciso muita paciência para encontrar uma solução.

Tenório também comentou a decisão do ASA e de outros clubes do Brasil de suspender ou até mesmo rescindir os contratos dos profissionais.

– Pra mim, o ASA, assim como outros clubes do futebol brasileiro, principalmente dos estaduais, estão corretos em suspender os contratos. O ASA não tem calendário além do estadual, é muito natural essa indefinição, eu concordo plenamente com essa medida porque se mantém só aumenta o passivo, então os clubes têm que adotar essas medidas.

CSA jogou pela última vez no dia 15 de março, contra o Freipaulistano — Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas

CSA jogou pela última vez no dia 15 de março, contra o Freipaulistano — Foto: Ailton Cruz/Gazeta de Alagoas

Finanças

Sobre o prejuízo que a paralisação trouxe, o presidente afirma que o CSA mira o calendário do segundo semestre para não prejudicar ainda mais as finanças do clube.

– O CSA não pode tomar essa medida [suspensão de contratos] porque tem calendário no segundo semestre garantido. O Brasil não pode ficar parado. Não se pode, por uma pandemia dessa, parar o país. O país vai quebrar se continuar dessa forma. Não só os clubes de futebol, mas todos nós.

Portal GloboEsporte

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