Presidente do Tottenham anuncia cortes salariais e diz: “Futebol não pode operar em uma bolha”

LONDON, ENGLAND - SEPTEMBER 26: Tottenham Hotspur Chairman Daniel Levy looks on prior to the Barclays Premier League match between Tottenham Hotspur and Manchester City at White Hart Lane on September 26, 2015 in London, United Kingdom. (Photo by Julian Finney/Getty Images)

Daniel Levy fica estarrecido com especulações de transferências e diz que medida, que exclui o elenco e comissão técnica, é para proteger empregos

Enquanto o Barcelona, por intermédio de Messi, anunciou que os jogadores fizeram uma redução salarial para ajudar o pagamento de funcionários do clube, o Tottenham fez, de certa forma, o oposto. O clube de Londres impôs um corte salarial de 20% nos meses de abril e maio a 550 funcionários do clube devido à pandemia do novo coronavírus.

O presidente dos Spurs, Daniel Levy, disse em comunicado que a medida é para proteger empregos e o clube planeja usar um esquema de licença do governo quando apropriado.

– Fico perplexo quando eu leio ou ouço histórias sobre transferências de jogadores neste verão como se nada tivesse acontecido. As pessoas precisam acordar com a magnitude do que está acontecendo ao nosso redor. Com mais de 786.000 infectados, (mais de) 38.000 mortes e grandes segmentos do mundo em confinamento, precisamos perceber que o futebol não pode operar em uma bolha. Podemos ser o oitavo maior clube do mundo em receita, de acordo com a pesquisa da Deloitte, mas todos esses dados históricos são totalmente irrelevantes, pois esse vírus não tem limites – disse Daniel Levy.

 

Levy disse que as operações do clube do norte de Londres cessaram efetivamente, alguns torcedores perderam o emprego e os patrocinadores estavam preocupados com seus negócios.

Outros grandes clubes europeus também se mexeram para reduzir seus custos. Além do Barcelona, ​​Bayern de Munique e Juventus estão entre os que reduziram os salários de jogadores e funcionários para reduzir custos.

– Não tenho dúvidas de que passaremos por essa crise, mas a vida levará algum tempo para voltar ao normal – disse Levy.

– Muitas famílias perderam entes queridos, muitas empresas foram destruídas, milhões de empregos foram perdidos e muitos clubes, grandes ou pequenos, podem ter dificuldade em existir. Cabe a mim, como presidente, garantir que façamos tudo o que pudermos para proteger nossos funcionários, fãs, parceiros e clube para as gerações futuras – finalizou.

Portal GloboEsporte

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